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Bryophyllum delagoense, flor-da-abissínia

Dados botânicos

 

Bryophyllum delagoense, folha da fortuna | Jardim de Calatéia

Foto gentilmente cedida por Dagmar Laus

Nome Científico: Bryophyllum delagoense (Eckl. & Zeyh.); Nome popular: flor-da-abissínia, cacto-da-abissínia, folha-da-fortuna, mãe-de-mil; Família: Crassulaceae.

Ocorrência: Madagascar.

Ciclo de vida: Perene; Luminosidade: Sol pleno; Irrigação: tolera grandes períodos de seca; Clima: tropical e subtropical. Floração: ano todo. 

Dificuldade: Baixa.

 

 

 

Planta suculenta de uso muito comum em jardins de pedra, a Bryophyllum delagoenseé uma herbácea perene, ereta, com folhas cilíndricas. Trata-se de uma planta tóxica. A inflorescência é terminal, ereta e ramificada. As flores são avermelhadas com tonalidade laranja e o cálice verde-acizentado. Extremamente rústica, tem potencial invasivo e deve ser administrada com cuidado. As mudas são facilmente obtidas através das brotações nas extremidades das folhas.

Essa espécie também é conhecida pelo nome científico Kalanchoe delagoensis, porém nos últimos anos foi realocada, junto com outras do mesmo gênero, como a Kalanchoe feldtschenkoi e Kalanchoe gastonis-bonnieri, entre outras, para o gênero Bryophyllum. É comum encontrá-las sob a denominação Bryophyllum spp., inclusive em artigos científicos. Nesse caso, trata-se de uma maneira de se referir às diversas espécies (spp.) de uma mesmo gênero. É o caso do artigo citado na aba “Curiosidades”, abaixo.

CuriosidadesPragas e doençasCultivo e Reprodução
Como já foi referido, essa planta tem potencial invasivo, principalmente quando se encontra em condições climáticas favoráveis. É o que ocorre, por exemplo, na Austrália, onde é considerada planta daninha. Não obstante essa característica, as plantas do gênero Bryophyllum parecem ter arrumado uma maneira de retribuir o novo habitat. Isso porque, segundo apontam pesquisas recentes, a substância tóxica encontrada nelas pode estar beneficiando os “lagartos de língua azul” (Tiliqua spp.), espécie nativa da Austrália que se encontra ameaçada pela presença do sapo cururu (Rhinella marina), espécie amazônica introduzida naquele país. Ocorre que sapo e planta possuem a mesma toxina, porém a ingestão dessa última parece dar ao lagarto imunidade a toxina liberada pelo sapo.
Espécie resistente a pragas.
O cultivo deve ser feito em solo permeável. Por tratar-se de espécie bastante rústica, carece de poucos cuidados com relação a fertilidade do solo. Com efeito, uma mistura preparada com terra adubada e pedriscos, na proporção de 2×1 é suficiente. Alternativas ao pedrisco são a utilização de areia grossa com carvão mineral triturado e terra adubada, na proporção de 1×1. Quaisquer que seja a alternativa, é importante que o solo seja bem drenável. Também é importante cuidar a forração, preferencialmente com pedras ou cascalhos. E, claro, a dica de ouro: Embora necessitem de pouca água, suculentas e cactos se beneficiam de regas regulares e espaçadas. Nem muito, nem pouco, mas principalmente, nunca absolutamente nada. 

Arte Botânica

Sem imagem disponível até o momento.


Referências

Jardim de Suculentas

Suculentas.com.br

Plantas Ornamentais no Brasil

Planta invasora pode salvar lagarto da língua azul

Interacting impacts of invasive plants and invasive toads on native lizards

About Frederico Teixeira Gorski

Frederico Teixeira Gorski é bacharel em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Estudou Teatro na Universidade Estadual de Santa Catarina e iniciou seus estudos em paisagismo com a professora Jane Pilotto, no curso Paisagismo Ecológico. Desde a Psicologia, interessou-se pelo estudo do Espaço Urbano. Em 2011, criou a primeira versão do Jardim de Calatéia como blog, com a intenção de transformá-lo em um portal que reunisse artigos que abrangessem desde a Arquitetura Paisagística, até o estudo botânico, passando pelas artes visuais.