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Cosmos sulphureus, Flor-do-cosmos

Cosmos sulphureus, flor-do-cosmos

Detalhe da flor e botão da flor do cosmos. As “pétalas” alaranjadas, são na realidade brácteas e as flores concentram-se ao centro, milhares delas, como acontece com outras plantas da família Asteraceae. Foto de Dagmar Laus.

Dados Botânicos

Nome CientíficoCosmos sulphureus Cav.;

Sin.Bidens sulphurea (Cav.) Sch. Bip.; Cosmea sulphurea (Cav.) Willd.

Nome popular: Flor-do-cosmos, cosmo-amarelo, picão grande, áster-do-méxico, picão;

Família: Asteraceae (ex Compositae);

Ocorrência: México (Centro e sul);

Ciclo de vida: Anual;

Luminosidade: Sol pleno;

Irrigação: Um a duas vezes por semana;

Clima: Tropical e subtropical.

Floração: Primavera e verão, principalmente.

Dificuldade: Baixa.

Flor-do-cosmos, ou cosmo-amarelo, é uma herbácea de porte pequeno que raramente ultrapassa 1,5m de altura. Bastante ramificada, possui folhas compostas, muito delicadas e levemente aveludadas (pilosas). É natural do centro-sul e sul mexicano, habitando campos abertos, margens de caminhos, beiradas de rios e bosques perturbados seja pela ação humana, seja pela derrubada de algumas árvores em função do vento. É, por conseguinte, uma planta pioneira, com alto vigor de dispersão.

Aclimatou-se muito bem em diversas regiões do mundo, sendo considerada invasora na maioria delas. Inclusive no Brasil, mas também nas costas leste e oeste dos EUA, chegando ao Canadá, Península Ibérica e Ásia.

Se bem já tenham sido reportados alguns casos de alergia de contato em função de certas substâncias presentes nas folhas, as mais tenras são consumidas cruas ou cozidas. Na Indonésia, costuma-se utilizar o Cosmos caudatus Kunth., também originário de Cuba misturado com coco ralado. O prato chama-se Kenikir, ou salada-rei.

Por seu alto poder de dispersão, a flor-do-cosmos é considerada muitas vezes indesejada, ainda que não seja uma invasora das mais agressivas. No campo aberto, possibilita um belo espetáculo logo que vai atingido seu ápice, mesclando flores abertas, botões e sementes recém preparadas para a dispersão por via aérea.

O epíteto específico sulphureus significa “de cor do enxofre”. É dizer, que tem coloração amarelo-alaranjada. Não obstante a referência a uma substância tão comumente ligada à entidades tão pouco dignas de menção, quando utilizada como flor-de-corte o significado do cosmo-amarelo é a inocência.

E, tão complexo quanto é o seu significado, assim também a sua cabeça floral. Repare bem nas delicadas pétalas que pairam sobre um cálice praticamente plano. Não são pétalas, mas brácteas. As flores agrupam-se mais ao centro. São de vinte a quarenta e oito delas, das quais oito são inférteis e cercam as outras ali no centro. Olhando mais de perto, pequenos pontinhos de cor café dão novos matizes a flor. São as anteras que se reúnem em torno estigma, a parte feminina da flor e praticamente invisível a olho nu no Cosmos sulphureus Cav.

O nome Flor-do-cosmos não poderia ser melhor empregado em uma flor cuja beleza chega ao ápice no momento mesmo em que vai espalhar-se, como se fosse mesmo uma representação do recolhimento e expansão do universo.

Cuidados básicos e adubação

Cosmos sulphureus gosta de solo alcalino, bem drenado e rico em nitrogênio. Não é exigente em relação a irrigação. 

Cosmos sulphureus Cav. no paisagismo 

Muito utilizado para compor bordaduras e maciços. Trata-se de uma planta anual que brota facilmente de semente mesmo ao pé da planta mãe.


Arte Botânica

Imagens retiradas do http://www.plantillustrations.org

iconesplantarumrariorum

 


Referências e links interessantes

Jardin! L’Encyclopedie

Tropicos.org (verificação da nomenclatura científica aceita)

http://www.conabio.gob.mx/malezasdemexico/asteraceae/cosmos-sulphureus/fichas/ficha.htm

Plantas Ornamentais no Brasil livro de Hari Lorenzi e Hermes Moreira de Souza. Clique no link para ir a livraria cultura.

About Frederico Teixeira Gorski

Frederico Teixeira Gorski é bacharel em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Estudou Teatro na Universidade Estadual de Santa Catarina e iniciou seus estudos em paisagismo com a professora Jane Pilotto, no curso Paisagismo Ecológico. Desde a Psicologia, interessou-se pelo estudo do Espaço Urbano. Em 2011, criou a primeira versão do Jardim de Calatéia como blog, com a intenção de transformá-lo em um portal que reunisse artigos que abrangessem desde a Arquitetura Paisagística, até o estudo botânico, passando pelas artes visuais.