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Cyclamen persicum, ciclame

 

Cyclame persicum, cíclame

Uma característica interessante do Cyclame persicum é que suas pétalas abrem-se para trás.

Dados Botânicos

Nome Científico: Cyclamen persicum Mill.;

Nome popular: ciclame, ciclâmen, ciclâme-da-pérsia, ciclame-de-alepo;

Família: Myrsinaceae.

Ocorrência: Mediterrâneo desde a Grécia, até a Síria

Ciclo de vida: Anual e Perene;

Luminosidade: Meia-sombra;

Irrigação: regular, 2 vezes por semana;

Temperatura: Temperado.

Floração: Ano todo, principalmente inverno e primavera

Dificuldade: Média.

Normalmente cultivada como planta anual, o Cyclamen persicum Mill., é, na realidade, um planta perene que, à maneira das bulbosas, perde suas folhas durante o período de hibernação. Herbácea tuberosa (como a batata), pertence a família das Myrsinaceae, embora anteriormente tenha sido classificada entre as Primulaceae. As flores são seu atrativo principal, tanto pela beleza, quanto pelo formato espiralado, com as pétalas voltadas para cima – provavelmente daí o nome cyclamen, que significa ciclo, redondo. As folhas se assemelham a de algumas begônias, com formato ovalado e textura levemente aveludada. A tonalidade verde escura é preenchida por manchas brancas que circundam a borda interna da folha. O comércio as oferece em grande variedade de cores. As tonalidades branca e rósea são as mais comuns.

Costuma florescer ao final do inverno e começo da primavera e aprecia o frio. No sul do brasil, pode ser cultivada como perene, florescendo, se bem cuidada, a maior parte do ano. As flores que vocês vêm nas fotos, fazem parte do segundo ciclo de floração, iniciado em janeiro e que recém vai se finalizando. No entanto, essa mesma planta já dá novas folhas de forma que, em breve, teremos mais flores.

Cuidados básicos e adubação

As regas devem ser feitas duas vezes por semana, ou quando o substrato secar. Preferencialmente, em volta do vaso. Trata-se de uma planta tuberosa, que gosta de solo úmido, mas cujo tubérculo devem permanecer ao nível do solo, para respirarem. É normalmente cultivada como planta de interior, mas pode também ser plantada em situações de sombra próximo a uma árvore. Nesse caso, como está sujeita a um maior número de predadores, recomenda-se colocar areia em volta, evitando assim lesmas, lagartas e outros rastejantes, para os quais as folhas do ciclame-da-pérsia é uma iguaria. 

Ciclame-da-pérsia no paisagismo paisagístico

É planta ideal para o cultivo em interiores ou situações de meia-sombra tanto quanto o pátio-permita. Sofre com o excesso de sol. Por isso, recomenda-se o cultivo em vasos e jardineiras.

Também é excelente peça decorativa para ocasiões especiais. Nos países anglófonos, é considerada o presente ideal de dias das mães.

Culinária mediterrânea e o gênero Cyclamen

Muito pouco conhecido como planta comestível fora do círculo mediterrâneo, as plantas do gênero Cyclamen, especialmente essa da pérsia e o Cyclamen graecum tiveram papel importante como fonte alimentícia na culinária tradicional, especialmente na porção mediterrânea que vai da Grécia até a Syria, incluindo aí Israel.

As raízes são tóxicas, mas as folhas e as flores aparentemente são comestíveis. Seus usos incluem saladas, omeletes e bruschetas.


Arte Botânica

Imagens retiradas do http://www.plantillustrations.org

 


Referências e links interessantes

Cyclamen persicum: its natural and cultivated forms (google books)

Cyclamen Care

Hardy Cyclamen

Stuffed Cyclamen and bread oil (Ciclame refogado e pão com óleo)

Reviving a springly culinary traditions with Cyclamen leaves (retomando uma tradição culinária com folhas de ciclame)

Plantas Ornamentais no Brasil livro de Hari Lorenzi e Hermes Moreira de Souza. Clique no link para ir a livraria cultura.

About Frederico Teixeira Gorski

Frederico Teixeira Gorski é bacharel em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Estudou Teatro na Universidade Estadual de Santa Catarina e iniciou seus estudos em paisagismo com a professora Jane Pilotto, no curso Paisagismo Ecológico. Desde a Psicologia, interessou-se pelo estudo do Espaço Urbano. Em 2011, criou a primeira versão do Jardim de Calatéia como blog, com a intenção de transformá-lo em um portal que reunisse artigos que abrangessem desde a Arquitetura Paisagística, até o estudo botânico, passando pelas artes visuais.