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Eugenia involucrata, cerejeira-do-rio-grande

 

eugenia involucrata, cerejeira-do-rio-grande

Cerejeira-do-rio-grande, árvore frutífera com grande valor ornamental. Foto de Maurício Mercadante

Dados Botânicos

Nome CientíficoEugenia involucrata D.C., Prodr. 3:264 (1828)

Sin.: Myrcianthes edulis Berg., Phyllocalyx involucrataPhyllocalyx laevigatusEugenia paraguayensis

Nome popular: Cerejeira-do-rio-grande, cerejeira-do-mato, cereja, guaibajai, iba-rapiroca, ibajaí, ibarapiroca, ivaí, ubajaí;

Família: Myrtaceae;

Ocorrência: Argentina, Uruguai, Brasil e Paraguai;

Ciclo de vida: Perene;

Luminosidade: Pleno-sol ou meia-sombra;

Irrigação: regular, 2 a 3 vezes por semana logo após o plantio, a precipitação média anual adequada é de 1000mm a 2500mm;

Clima: Tropical e Subtropical;

Floração: Primavera e verão, principalmente.

Dificuldade: Baixa.

Árvore de porte pequeno ou médio, podendo alcançar no máximo 10 metros de altura, a cerejeira-do-rio-grande é uma Myrtaceae muito ornamental e que apresenta um fruto pequeno (não ultrapassando 4cm) de sabor agridoce e muito saboroso. A polpa, cuja coloração é esverdeada, pode ser comida in natura ou utilizada para fazer geléias.

Da mesma forma que o cambucá, a Eugenia involucrata já gozou de melhor fama nos quintais e chácaras do sul e sudeste brasileiro. Trata-se, no entanto, de um dos mais belos exemplos da família Myrtaceae, com um tronco de beleza rara, que faz par, nesse quesito, apenas com o Pau-ferro (Caesalpina ferrea Mart. ex Tul. var. leiostachya Benth.). 

Com uma copa cilíndrica, a cerejeira-do-rio-grande deixa ver, ainda melhor do que o próprio cambucá e a jabuticaba, essa característica, o que a torna especialmente apta para a composição de parques e praças urbanas. Característica essa que vem a somar-se com o sombreamento e o atrativo das frutas, que, além dos seres humanos, atraem inúmeros pássaros.

Apesar do nome, a cereja-do-rio-grande não é exclusiva seja dos pampas, seja do sul brasileiro, podendo ocorrer tanto em regiões de mata-atlântica, em florestas ombrófilas densas, quanto em regiões do cerrado, o que possibilita seu emprego em boa parte do território nacional.

Cuidados básicos e adubação

De fácil cultivo e adaptação, essa Myrtaceae não é exigente quanto ao solo. Recomenda-se, ainda assim, para obter melhor resultados, solos profundos, humosos e bem permeáveis. A raízes prolongam-se horizontalmente por alguns metros sem apontar acima do solo, por isso, recomenda-se um espaçamento mínimo de 6 metros entre cada árvore. 

A reprodução pode ser feita por alporquia ou através da sementes. 

Eugenia involucrata no paisagismo 

Pode ser utilizada na composição de parques e praças urbanos, ou em jardins particulares, sempre que observado o espaçamento mínimo com relação a edificações, ou em pomares. Trata-se uma ótima opção, tanto pelas características do tronco, predominantemente acinzentado, com tonalidades marmóreas devido a descamação, quanto pelo sabor das frutas.


Referências e links interessantes

 Flora del Uruguay (fotos)

Plantas Ornamentais no Brasil livro de Hari Lorenzi e Hermes Moreira de Souza. Clique no link para ir a livraria cultura.

VistaEco

Flora SBS

About Frederico Teixeira Gorski

Frederico Teixeira Gorski é bacharel em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Estudou Teatro na Universidade Estadual de Santa Catarina e iniciou seus estudos em paisagismo com a professora Jane Pilotto, no curso Paisagismo Ecológico. Desde a Psicologia, interessou-se pelo estudo do Espaço Urbano. Em 2011, criou a primeira versão do Jardim de Calatéia como blog, com a intenção de transformá-lo em um portal que reunisse artigos que abrangessem desde a Arquitetura Paisagística, até o estudo botânico, passando pelas artes visuais.
  • Andre

    Quanto tempo após planta de mudas de 10cm começa a produzir frutos?