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Hibiscus pernambucensis, hibisco-do-mangue

Hibiscus pernambucensis, hibisco-do-mangue

Detalhe da flor do hibisco-do-mangue

Dados Botânicos

Nome CientíficoHibiscus pernambucensis Arruda;

Sin.: Hibiscus pernambucensis Bertol.; Hibiscus tiliaceus var. pernambucensis (Arruda) I.M. Johnst.; Paritium pernambucense (Arruda) G. Don; Talipariti tiliaceum var. pernambucense (Arruda) Fryxell

Nome popular: Hibisco-do-mangue, guanxuma-do-mangue, algodão-do-brejo, algodão-da-praia;

Família: Malvacea

Ocorrência: Florida (EUA), América Central, Brasil (Litoral);

Ciclo de vida: Perene;

Luminosidade: Sol pleno;

Irrigação: Regular;

Clima: Equatorial, tropical e subtropical;

Floração: Dezembro até março;

Dificuldade: Baixa.

Hibisco-do-mangue é um arbusto de grande porte e medianamente disperso, podendo atingir até 6 metros de altura se conduzido como arboreto (através da poda dos ramos inferiores) e 20-30 cm de copa nas mesmas condições[¹]. As folhas são simples, de coloração verde-escuro e muito brilhantes, com as nervuras bem definidas a partir do limbo, suavizando-se o traço da metade para as bordas.

As flores têm o estigma (parte receptiva da flor) bem saliente, e os estames formando-se ao redor do tubo, como é típico da família Malvaceae. São sempre amarelas quando maduras e, com o tempo, vão adquirindo coloração rósea até atingir o vermelho no estágio final. A floração ocorre desde dezembro a março e ocasionalmente durante o resto do ano. 

O hibisco-do-mangue ocorre naturalmente desde a Flórida até o litoral sul-brasileiro, em áreas alagadiças ou brejeiras, em formações primárias e secundárias, desde que provenham boa quantidade de água no solo. Trata-se, pois, de uma espécie típica da mata pluvial de restinga.

Na medicina popular, a casca da planta cozida é utilizada para combater hemorragias menstruais, febre e constipação. Estudos apontaram grande presença de mucilagem, uma secreção comum entre as Malvaceae, e que serve, entre outras coisas, como mecanismo de defesa para a planta, mas também indicam a possibilidade de aplicação medicinal[²]. 

A madeira do hibisco-do-mange, por outro lado, é muito utilizada na fabricação de caixotaria e brinquedos. Além disso, pode ser utilizada tanto na indústria têxtil quanto na fabricação de papel [²]. 

Hibiscus pernambucensis Arruda no paisagismo 

Pode ser utilizada tanto na arborização de ruas estreitas sob a fiação elétrica, quanto em áreas degradadas às margens de rios e córregos, ou ainda na restauração de áreas de manguezais, onde ocorre naturalmente. Por ser uma planta heliófita, adaptada a situações de terreno alagadiço com algumas estações de seca e de folhagem perene, tem grande importância ecológica na manutenção desses biomas.


Arte Botânica

Imagens retiradas do http://www.plantillustrations.org

Hibiscus pernambucensis, hibisco-do-mangue

Hibisco pernambucensis no desenho de Luciane Mori. Acompanhe o Diário de Estudos Botânicos da artista no Facebook.


Referências e links interessantes

Tropicos.org

[¹] Lorenzi, H. Árvores Brasileiras. vol.1. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2000.

Wikipedia

[²]Rocha, Joecildo Francisco, Pimentel, Rafael Ribeiro, & Machado, Silvia Rodrigues. (2011). Estruturas secretoras de mucilagem em Hibiscus pernambucensis Arruda (Malvaceae): distribuição, caracterização morfoanatômica e histoquímica. Acta Botanica Brasilica25(4), 751-763. Retrieved May 29, 2014, from http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-33062011000400003

About Frederico Teixeira Gorski

Frederico Teixeira Gorski é bacharel em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Estudou Teatro na Universidade Estadual de Santa Catarina e iniciou seus estudos em paisagismo com a professora Jane Pilotto, no curso Paisagismo Ecológico. Desde a Psicologia, interessou-se pelo estudo do Espaço Urbano. Em 2011, criou a primeira versão do Jardim de Calatéia como blog, com a intenção de transformá-lo em um portal que reunisse artigos que abrangessem desde a Arquitetura Paisagística, até o estudo botânico, passando pelas artes visuais.