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Plectranthus barbatus, Falso boldo

Plectranthus barbatus, falso boldo

Da mesma família do manjericão, o falso-boldo um arbusto que atinge no máximo 2 metros de altura. Fotos de Dagmar Laus.

Dados Botânicos

Nome CientíficoPlectranthus barbatus Andrews; 

Nome popular: Falso boldo;

 Família: Lamiaceae

Ocorrência: Índia;

Ciclo de vida: Perene

Luminosidade: Meia-sombra

Irrigação: regular (1 ou 2x por semana);

Clima: Tropical, subtropical e temperado

Floração: primavera-verão;

Dificuldade: Baixa.

Da família das Lamiaceae, o Plectranthus barbatus Andrews, ou falso boldo, tem seu uso medicinal amplamente difundido em território nacional. Apesar de comumente referido como boldo, não pertence a família do boldo-do-chile (Peumus boldus), planta com características botânicas bem diferentes da Plectranthus barbatus, ainda que com características medicinais assemelhadas.

Seu uso é recomendado para combater os males do fígado e do estômago. Sua utilização, contudo, deve resguardar cuidados quanto ao uso regular do chá, cuja ingestão excessiva pode acarretar problemas. Algumas fontes advertem sobre o uso na gravidez, alertando que a planta pode ter propiedades abortivas. Quanto a esse ponto, é preciso alertar que não existem evidências de que o seja efetivamente, mas que, isso sim, pode prejudicar a o desenvolvimento do embrião e, por conseqüência, provocar o aborto espontâneo.

Originário da Índia, o Plectranthus barbatus é uma planta perene, ereta até os 2 anos, quando se torna decumbente e tem potencial invasor, podendo brotar mesmo após o desbaste. As folhas são opostas, ovaladas e com as bordas dentadas. As inflorecências formada em rácemo apical com flores azuis.

Cuidados básicos e adubação

O Falso boldo é um arbusto que atinge rapidamente até 2m de altura. Não exige muitos cuidados se plantado em terreno arenoso, com adição de adubo orgânico. Com efeito, é considerado de potencial invasivo médio, ocorrendo inclusive brotações pela raiz com facilidade. Devida a essa característica, torna-se indesejável para algumas pessoas, após certo período. Mais difícil, no entando, é sua retirada do terreno, que deve ser feita pela raiz, e não apenas pelo desbaste. 

Plectranthus barbatus no paisagismo

Pelas características apresentadas no item anterior, o Plectranthus barbatus Andrews é raramente utilizado com fins paisagístico, embora seu porte favoreça o uso como planta isolada, próximo a muros. Nem a folhagem, nem a floração chegam a ser de atrativo ornamental, por isso é recomendado a composição com outras plantas, que amenizem sua aparência um tanto quanto desbotada.

Usos medicinais do falso boldo

Embora seja comumente confundida com o boldo-chileno, as duas espécies diferem tanto nas propiedades medicinais, quanto na família a qual pertencem. O boldo verdadeiro, ou boldo-chileno, é na realidade a espécie Peumus boldus Molina, uma árvore que atinge até 5 metros de altura e raramente é cultivada no Brasil. Suas folhas são comumente utilizadas como chás para tratamento de infecções urinárias e indigestão. Outras partes, como os frutos, eram utilizadas na culinária dos povos indígenas.

O falso-boldo, por sua vez, é utilizado para o tratamento dos males do fígado e da digestão. O livro Plantas medicinais no Brasil, de Hari Lorenzi, dá conta de que os estudos fitoterápicos demonstram substâncias que validam seu uso para o controle de gastrite, azia e mal-estar gástrico, entre outras relacionadas. No entanto, adverte que os princípios ativos ainda não foram comprovados. Doses exageradas e recorrentes podem ser tóxicas.  


Arte Botânica

Imagens retiradas do http://www.plantillustrations.org

  

 


Referências e links interessantes

Spice pages

Boldo Leaf Benefits

Boldo.com.es

Plantas Ornamentais no Brasil livro de Hari Lorenzi e Hermes Moreira de Souza. Clique no link para ir a livraria cultura.

 

About Frederico Gorski

Frederico Teixeira Gorski é bacharel em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Estudou Teatro na Universidade Estadual de Santa Catarina e iniciou seus estudos em paisagismo com a professora Jane Pilotto, no curso Paisagismo Ecológico. Desde a Psicologia, interessou-se pelo estudo do Espaço Urbano. Em 2011, criou a primeira versão do Jardim de Calatéia como blog, com a intenção de transformá-lo em um portal que reunisse artigos que abrangessem desde a Arquitetura Paisagística, até o estudo botânico, passando pelas artes visuais.
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