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Nopalea cochenillifera, Palma-doce

nopalea cochenillifera, palma-doce

Detalhe da flor da Palma-doce, por Dagmar Laus

 

Dados Botânicos

Nome CientíficoNopalea cochenilifera (L.) Salm-Dyck;

Sin.: Opuntia cochenillifera (L.) Mill;

Nome popular: palma-doce, palma-forrageira, urumbeta, nopal, palmatória-doce, cacto-sem-espinho, cardo-de-cochinilha;

Família: Cactaceae;

Ocorrência: México;

Ciclo de vida: Perene;

Luminosidade: Sol-pleno;

Irrigação: Esparsa, tolera grandes períodos de seca;

Clima: Tropical.

Floração: Ano todo.

Dificuldade: Baixa.

Essa cactacea, também conhecida como Palma-Doce, é um arbusto ereto, suculento, perene e de grande porte, podendo alcançar até 4 metros. O tronco é curto, cilíndrico, e dele surgem as ramificações de palmas, cuja forma ovalada e achatada lhe rendem o atrativo ornamental. As flores são de coloração avermelhada e surgem no decorrer do ano, em geral, sem intervalos. Como planta ornamental, é muito versátil, podendo ser utilizada tanto como cerca-viva defensiva, em maciços ou mesmo como planta isolada.

Além do interesse paisagístico, a Nopalea cochenillifera (L.) Salm-Dyck é conhecida desde os Astecas por sua capacidade em atrair a Dactilopius coccus, popularmente conhecida como cochonilha-do-carmim e que é utilizada para a fabricação de corantes utilizados na indústria alimentícia e de cosméticos.

Como a maioria de suas “parentes” da família das cactaceas, a Nopalea cochenillifera com seu formato escultural, possui um ar aristocrático e elegante, que a recomenda para a construção de jardins modernos, com clareza nas formas e sem arroubos decorativos.

 


Curiosidades sobre a Nopalea cochenillifera

  • Conhecida desde antes da chegada dos espanhóis no México para o cultivo da cochonilha-do-carmim, utilizada para a fabricação de corantes, a Nopalea cochenillifera era também utilizada entre os povos pré-colombianos como planta medicinal e para fins alimentares (frutos).
  • A palma, aliás, pode ser utilizada para obtenção de água, durante os períodos de seca.
  • Assim como o Mandacaru, é utilizada para a alimentação do gado.
  • No Brasil, o cultivo da tanto da Palma, quanto da Opuntia, pode ter sido o responsável da inserção de diversas pragas de cochonilha.

Pragas e doenças comuns na Palma-doce

Cochonilhas, naturalmente, estão entre os principais predadores. Outros são: besouros, formigas, gafanhotos, lagartas e tripés.

Além do combate tradicional a pragas, com pesticidas (preferencialmente orgânicos) encontrados facilmente no mercado, convém observar a presença, no jardim, de potenciais predadores. No caso das cochonilhas, os mais comuns são as joaninhas e pequenas vespas. Uma vez que a simpatia pelos primeiros é mais comum, seguem abaixo algumas plantas que atraem esses insetos:

  • Erva-doce (Pimpinella anisum L.);
  • Coentro (Coriandrum sativum L.);
  •  Cominhos (Cominum cyminum L.);
  •  Cosmos (Cosmos bipinnatus Cav.).

Como cultivar

O cultivo da Palma-doce é fácil. Bem adaptada ao clima brasileiro, especialmente ao Nordeste, é uma planta muito resistente a longos períodos de seca. Ainda assim, isso não significa alta resistência ao calor, nem a ausência absoluta de água e umidade. Com efeito, conforme aponta esse artigo do “Zootecnia é 10” para um bom desenvolvimento da planta, a temperatura média deve oscilar entre 25 graus diurno e 15 graus noturno, com pluvialidade de 400mm-800mm anuais.

A reprodução se dá a partir de estacas preparadas a partir das palmas (braços) e que devem ser postas em substrato pobre e arenoso, sem regar pelo menos até que criem raízes.


Arte Botânica

 


Referências

Plantas ornamentais no Brasil, de Hari Lorenzi

Zootecnia10

Historia del uso de Opuntia como forraje en México

About Frederico Teixeira Gorski

Frederico Teixeira Gorski é bacharel em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Estudou Teatro na Universidade Estadual de Santa Catarina e iniciou seus estudos em paisagismo com a professora Jane Pilotto, no curso Paisagismo Ecológico. Desde a Psicologia, interessou-se pelo estudo do Espaço Urbano. Em 2011, criou a primeira versão do Jardim de Calatéia como blog, com a intenção de transformá-lo em um portal que reunisse artigos que abrangessem desde a Arquitetura Paisagística, até o estudo botânico, passando pelas artes visuais.