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Pachira aquatica, Munguba

 munguba

Dados Botânicos

Dificuldade: Baixa.

Nome CientíficoPachira aquatica Aubl. ;

Nome popular: Munguba, Monguba;

Família: Bombacaceae;

Ocorrência: Desde o golfo do México até a região Amazônica;

Ciclo de vida: Perene;

Luminosidade: Sol-pleno;

Irrigação: Freqüente (de regiões alagadiças);

Clima: Equatorial e Tropical;

Floração: Primavera e verão, principalmente.

Dificuldade: Baixa.

A primeira vez que vi a Pachira aquatica, popularmente conhecida por munguba, monguba, mamorana, ou ainda castanheiro-de-guiana foi no Rio de Janeiro, em 2010, onde tirei essa foto. Primeira e única experiência, é verdade, mas impactante o suficiente para deixar guardado na memória. Entendam, árvores não são minha especialidade. Não que eu não aprecie sentar a sombra de uma, nem que eu tenha passado uma infância sem subir num pé para buscar a fruta. Simplesmente, no reino plantae, elas são, quem sabe, àquelas a quem eu menos dedico atenção. Com raras exceções, como o pau-ferro, o Flamboyant, e mangueira lá de casa, que dá a melhor manga do mundo, é mais fácil eu correr para aquele livro de consulta buscar saber o nome científico da tulipa, do que de uma árvore que eu tenha admirado hoje à tarde. É um defeito, não uma virtude, eu sei.

E como um defeito assim não pode permanecer para sempre impune, eu, volta e meia, tento corrigi-lo. Vejam só o caso dessa munguba, na foto ali de cima. Eu visitava o Rio de Janeiro pela primeira vez. Chuva e chuva, se saíram alguns raios de sol, não sei, não vi, não me contaram. Era um cinza só, o que até não atrapalhava muito a vida de quem tinha ido “a estudo”, visitando exposições e peças de teatro. O MAM trazia uma exposição de arte contemporânea brasileira. Algo assim do estilo histórico, do tipo de exposição de arte em que você encontra duas coisas que te agradam e sai com a sensação de que estavam de te chamando de tolo. Quinze minutos lá dentro, e chega. Meu orientador, no entanto, encantado. Ele fica, eu vou dar um passeio, porque a chuva sossegou.

Câmera na mão, eu saio, como se fosse atacar de turista, mas é mentira, porque a fotografia nunca foi um dom, e eu tenho uma vergonha danada de levantar uma câmera em público (!). Mas eis que ali, em pleno aterro do Flamengo, já me afastando um pouco do museu, dou com ela, a flor. Olhando para os lados, pra ver se não vinha ninguém, levanto a câmera e foto. Isso foi ainda antes de se popularizarem os smartphones com câmeras que tornam quase impossível tremer a foto. Devo ter me decepcionado com a foto, porque ela permaneceu uns dois anos guardada, até que eu a encontrei vasculhando fotografias logo que montei esse site.

Fiquei alguns segundos observando a flor, e fui consultar o Google e não encontrei. Como sou meio obcecado por essas coisas, fiquei pelo menos umas duas horas madrugada adentro, chutando termos de pesquisa, desde “arborização rio de janeiro” até um sem números de famílias botânicas de árvores amazonicas, até encontrar.

E se chamava Pachira, um nome que eu não sei se não gosto mais do que munguba, que soa meio rude, masculino demais. Se bem que, quando penso na Pachira, penso sempre na flor, não árvore, que dá também um fruto muito curioso. Mas o fruto é outra história, eu queria aqui apenas falar da flor.

Curiosidades sobre a Munguba

É árvore muito semelhante à castanha-do-pará (Bertholletia excelsa), árvore que, no entanto, pertence à família botânica das Lecythidaceae. Ocorre em toda América Central e chega até o Brasil, na Amazônia. Pode chegar a 18 metros de altura. As folhas são divididas em até 9 folíolos com coloração verde brilhante. Pode ser cultivada tanto a meia-sombra quanto a pleno-sol, embora esse seja o ideal.

Recentemente, ganhou popularidade como planta de interior, embora não o seja verdadeiramente. Também é bastante apropriada para o bonsai. É chamada de Árvore do dinheiro, por conta da apropriação do Feng-Shui. Diz-se, também, que o nome se deve a forma de sua folha, com 5 folíolos (embora, na realidade, tenha mais). Como o 5 é um número chave no Feng-Shui, viria daí o seu nome.


Arte Botânica

Imagens retiradas do http://www.plantillustrations.org

 


Referências e links interessantes

Plant Illustrations

About Frederico Teixeira Gorski

Frederico Teixeira Gorski é bacharel em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Estudou Teatro na Universidade Estadual de Santa Catarina e iniciou seus estudos em paisagismo com a professora Jane Pilotto, no curso Paisagismo Ecológico. Desde a Psicologia, interessou-se pelo estudo do Espaço Urbano. Em 2011, criou a primeira versão do Jardim de Calatéia como blog, com a intenção de transformá-lo em um portal que reunisse artigos que abrangessem desde a Arquitetura Paisagística, até o estudo botânico, passando pelas artes visuais.