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Portulaca grandiflora, onze-horas

Portulaca grandiflora, onze-horas, portulaca

Parente da outra onze-horas (Portulaca oleracea), a Portulaca grandiflora ganhou espaço que aquela por ser mais adaptada as várias condições climáticas do nosso país, e pela imensa variedade de cores.

Dados Botânicos

Nome Científico: Portulaca grandiflora Hook.;

Sin.: Portulaca gilliesii Hook.;

Nome popular: portulaca, onze-horas;

Família: Portulacaceae.

Ocorrência: Brasil e Argentina;

Ciclo de vida: Anual;

Luminosidade: Pleno sol;

Irrigação: regular, 1 a 2 vezes por semana;

Clima: Subtropical e temperado;

Floração: Verão, principalmente;

Dificuldade: Baixa.

Onze-horas, ou Portulaca grandiflora, é uma herbácea rasteira, com folhas cilíndricas, sésseis (sem pecíolo ou com pecíolo muito débil) e suculentas. A ramagem é difusa e cresce rasteira e firme, sem pender quando colocada em vasos, exceto, talvez, pelo peso quando mais alongadas. As flores são terminais, de três a seis em um conjunto. São naturalmente avermelhadas, sendo encontradas no mercados variedades em diversas outras cores.

Compartilha com sua irmã européia, a Portulaca grandiflora Hook. a alcunha popular onze-horas. O comportamento de ambas espécies também é muito parecido. A onze-horas brasileira é muito comum na vegetação de dunas em todo o país, mas se adapta bem às diversas situações climáticas do território nacional. É tolerante a geadas e períodos de seca. Exige poucos cuidados, desde que o solo, rico em matéria orgânica, seja também bastante permeável. 

As folhas dessa Portulaca são carnosas, e lembram um pouco as folhas do alecrim, ao contrário da outra onze-horas, que as tem ovaladas. As flores podem ter diversas cores, desde o branco até o vermelho, passando pelo rosa, laranja e amarelo conforme o cultivar. São comumente vendidas: \’Flore-pleno\’, com folhas mais dobradas que o comum, e a \’Caryophilloides\’, em que listras de rosa percorrem a borda de pétalas brancas. 

Descrita por William Jackson Hooker (Hook., na abreviação para nomenclatura científica), foi descoberta por um certo Dr. Gillies, no século XIX, crescendo desde a região de Mendonça, Argentina, próximo às montanhas até o rio del Saladillo, em Córdoba, em solo arenoso e leve. 

Embora a origem latina do nome portulaca, “pequenas portas”, seja clara, a razão para o nome é controversa. Hooker anota, em seu artigo para a Curtis’s Botanical Magazine (consultar a prancha 2885) que trata-se de uma referência às diminutas folhas, que se parecem com portas minúsculas. O site Flora SBS, no artigo sobre a Portulaca oleraceae, no entanto, aponta para as propriedades purgativas da planta como origem do significado.

Cuidados básicos e adubação

Como já foi dito anteriormente, exige poucos cuidados. O preparo dos canteiros e jardineiras deve ser feito com substrato rico em matéria orgânica, sendo recomendado inclusive a mistura com esterco curtido. Importante é que seja bem drenável. Lembre-se que essa é uma espécie de dunas.

Portulaca grandiflora no paisagismo

Ideal para compor jardineiras e bordas em canteiros a pleno sol. A formação de grandes maciços dessa planta é, a meu ver, uma de suas maiores qualidades. O volume formado pelas folhas, que se estendem para além do canteiro, prostradas, é, aliás, um de seus maiores charmes. Além de ser tolerante ao frio, é uma planta nativa da vegetação de dunas, o que a torna muito recomendada para o paisagismo de residencias e parques a beira-mar.


Arte Botânica

Imagens retiradas do http://www.plantillustrations.org

 


Referências e links interessantes

Tropicos.org

Flora SBS

Curtis’s Botanical Magazine

Plantas Ornamentais no Brasil livro de Hari Lorenzi e Hermes Moreira de Souza. Clique no link para ir a livraria cultura.

About Frederico Teixeira Gorski

Frederico Teixeira Gorski é bacharel em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Estudou Teatro na Universidade Estadual de Santa Catarina e iniciou seus estudos em paisagismo com a professora Jane Pilotto, no curso Paisagismo Ecológico. Desde a Psicologia, interessou-se pelo estudo do Espaço Urbano. Em 2011, criou a primeira versão do Jardim de Calatéia como blog, com a intenção de transformá-lo em um portal que reunisse artigos que abrangessem desde a Arquitetura Paisagística, até o estudo botânico, passando pelas artes visuais.