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Pyrostegia venusta, Cipó de São João

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Foto de Dagmar Laus.

Dados Botânicos

Nome Científico: Pyrostegia venusta (Ker Gawl.) Miers;

Sin.: Bignonia ignea Vell., Bignonia venusta Ker Gawl., Pyrostegia ignea (Vell.) C. Presl

Nome popular: Cipó de são joão, flor de são joão;

Família: Bignoniaceae.

Ocorrência: Brasil.

Ciclo de vida: Perene;

Luminosidade: Sol pleno;

Irrigação: 1 vez por semana, sem enxarcar, resistente à seca;

Clima: Tropical e subtropical, tolera baixas temperaturas;

Floração: Inverno e primavera, principalmente;

Obs: Atrai beija-flores;

Dificuldade: Baixa.

Trepadeira semi-lenhosa, nativa do Brasil, a Pyrostegia venusta (Ker Gawl.) Miers possui flores tubulares, longas, dispostas em inflorescências que se formam a partir do ápice do ramo. Pode atingir mais de seis metros de altura e cresce especialmente em terrenos aberto, de pastos ou de mata em formação, onde, trepando sobre as árvores pioneiras, dá um belo espetáculo quando florida. As folhas são sagitadas (em formato de ponta de lança) e formam-se em pequenas ramificações, com duas ou três folhas e gavinhas nas pontas.

É a flor que enfeita as festas de São João, de onde deriva o seu nome popular: cipó, ou, ainda, flor de são joão. É muito comum ser confundida com a Tecoma capensis (Thunb.) Lindl., espécie sul africana, da mesma família, cujas flores são quase idênticas. Em Florianópolis, já vi muitas casas respeitadas de floricultura vendendo a Tecoma como se fosse a Pyrostegia. Trata-se de plantas diferentes, da mesma família. O nome popular pode confundir, mas a troca de uma planta nativa, por uma exótica é que chama a atenção, e deve ser evitada.

Outra confusão comum decorre do nome, flor de são joão, que a identifica com a erva de são joão, nome comum a três outras espécies: a Hypericum perforatum L., da família das Hipericaceae, utilizada como anti-depressivo na medicina popular; a Argeratum conyzoides L.,  da família das Asteraceae, utilizada como cicatrizante; e a Artemisia vulgaris L., também Asteraceae, utilizada como analgésica.

Segundo o site Flora de Santa Catarina, os usos medicinais da Pyrostegia venusta (Ker. Gawl.) Miers incluem o tratamento de: vitiligo, infecções uterinas e antidiarréico, entre outros usos listados.

Trata-se de uma de minhas plantas preferidas, que gostaria de ver mais utilizada no paisagísmo. O cipó de Sâo João é, pois, planta que pode ser apreciada na encosta de morros e percorrendo as cercas de pequenas propriedades interioranas. No inverno e na primavera, abunda em flores laranjas que formam verdadeiras cascatas, dando aos olhos transeuntes um verdadeiro espetáculo da natureza.

Cuidados básicos e adubação

Acostumada a terrenos de grande insolação, o Cipó de São João é pouco exigente quanto a umidade e fertilidade do solo. Com efeito, prefere solos bem drenados e a pleno sol, com intervalos espaçados entre as irrigações. Daí também ser planta recomendada para o paisagismo, em virtude de sua pouca exigência quanto ao intervalo das irrigações. A reprodução se dá por sementes e, com mais dificuldade, por estaquia.

Flor de São João no Paisagismo no paisagismo paisagístico

Pouco exigente quanto ao solo e à irrigação, a Pyrostegia venusta é planta ideal para o cultivo como trepadeira, seja adornando colunas ou sobre caramanchões, sobre muros ou até mesmo como cerca viva. Também é utilizada como enfeite nas decorações de festas juninas 


Arte Botânica

Imagens retiradas do http://www.plantillustrations.org

  

 


Referências e links interessantes

Kew Royal Botanical Gardens

WikiAves

Flora de Santa Catarina

Plantas Medicinais no Brasil e Plantas Ornamentais no Brasil livro de Hari Lorenzi e Hermes Moreira de Souza. Clique no link para ir a livraria cultura.

About Frederico Teixeira Gorski

Frederico Teixeira Gorski é bacharel em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Estudou Teatro na Universidade Estadual de Santa Catarina e iniciou seus estudos em paisagismo com a professora Jane Pilotto, no curso Paisagismo Ecológico. Desde a Psicologia, interessou-se pelo estudo do Espaço Urbano. Em 2011, criou a primeira versão do Jardim de Calatéia como blog, com a intenção de transformá-lo em um portal que reunisse artigos que abrangessem desde a Arquitetura Paisagística, até o estudo botânico, passando pelas artes visuais.