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Rhipsalis baccifera, Cacto-macarrão

cacto-macarrão, rhipsalis baccifera

Rhipsalis baccifera em ambiente natural

Dados Botânicos

Nome CientíficoRhipsalis baccifera (J. S. Muell.) Stearn

Sin.: Cassytha baccifera J. S. Muell., Rhipsalis cassytha Gaertn.; Rhipsalis madagascariensis Weber ex-Weber

Nome popular: cacto-macarrão, ripsális;

Família: Cactaceae;

Ocorrência: Américas, Africa ocidental e parte da Europa;

Ciclo de vida: Perene;

Luminosidade: Meia-sombra;

Irrigação: regular, 2 a 3 vezes por semana, o solo deve ser mantido úmido, sem encharcar;

Clima: Tropical e subtropical.

Floração: Primavera e verão, principalmente.

Dificuldade: Baixa.

Ideal para a composição de paredes verticais a meia-sombra ou em ambientes internos, essa cactácea tem ganhado cada vez mais espaço na decoração de interiores. Trata-se de uma epífita muito comum na Mata-Atlântica, cujo adorno principal são os longos ramos cilíndricos que pendem das hastes principais, formando uma cabeleira verde sobre troncos e galhos de árvores. 

A multiplicação pode ser feita ao final do inverno por estaquia.

Apesar de bem conhecido, o cacto-macarrão tem uma história curiosa. Em mata-atlântica, é comum encontrá-lo assim como inúmeras outras espécies, ou variedades, parecidas. Uma delas, por exemplo, é a Rhipsalis pachyptera, de folhas largas e laminares. Mas também há outras, mais com ramos cilíndricos mais grossos, normalmente expostos a pleno sol, ou ainda de ramos mais curtos e com uma penugem à guisa de espinhos. 

O enigma de Rhipsalis baccifera

Ocorre que, a excessão da pachyptera, todas as outras são “Rhipsalis bacciferas”, variedades menos conhecidas e cultivadas que o nosso cacto-macarrão. Nas fotos que ilustram esse artigo, incluí as dos três tipos que tenho cultivado aqui em casa. O comum, que poderão ver florescendo, e outros dois. Há ainda muitas variedades de baccifera mundo afora. De todos, o único que ocorre em todos os continentes onde ocorrem as ripsális, é justamente a que chamamos cacto-macarrão. 

Como para cada explicação para sua dispersão nos três continentes houvesse um argumento suficiente para refutá-la, alguns cientistas começaram a descrever o caso como “o enigma da Rhipsalis”. Alguns, como o dr. Phillip Maxwell, geólogo e paleontólogo da Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia, aventam a possibilidade de que a espécie seja o elo perdido das cactáceas. 

Cuidados básicos e adubação

Os cuidados a serem tomados são muito semelhantes àqueles a serem tomados com qualquer outra epífita: substrato bem drenável, semelhante ao de orquídeas. Também podem ser cultivadas em placas de xaxim, ou afixadas em árvores. Resiste bem ao frio e a períodos de seca, embora o ideal seja ambientes quente e úmidos. 

A reprodução é fácilmente obtida através de estaquia. Para isso, basta separar um dos ramos, ao final do inverno e fixá-lo em substrato adequado.

Rhipsalis baccifera (J. S. Muell.) Stearn no paisagismo 

Utilizada como planta pendente, em vasos e jardineiras, para com compor paredes verticais, a céu aberto ou em interior, também pode ser afixada em árvores. 

A prática comum, atualmente, é composição de paredes de interior e parece realmente a que melhor aproveita seus atrativos ornamentais.


Arte Botânica

Imagens retiradas do http://www.plantillustrations.org

 


Referências e links interessantes

 http://cactiguide.com/cactus/?genus=Rhipsalis

http://www.rhipsalis.com/maxwell3.htm

Encyclopedia of Life – eol.org 

Plantas Ornamentais no Brasil livro de Hari Lorenzi e Hermes Moreira de Souza. Clique no link para ir a livraria cultura.

About Frederico Teixeira Gorski

Frederico Teixeira Gorski é bacharel em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Estudou Teatro na Universidade Estadual de Santa Catarina e iniciou seus estudos em paisagismo com a professora Jane Pilotto, no curso Paisagismo Ecológico. Desde a Psicologia, interessou-se pelo estudo do Espaço Urbano. Em 2011, criou a primeira versão do Jardim de Calatéia como blog, com a intenção de transformá-lo em um portal que reunisse artigos que abrangessem desde a Arquitetura Paisagística, até o estudo botânico, passando pelas artes visuais.