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Schefflera arboricola, cheflera-pequena

schefflera arboricola, cheflera-pequena

Cheflera-pequena, espécie taiwanesa, muito utilizada no paisagismo é de alto potencial invasivo e freqüentemente torna-se um transtorno devido a ação das raízes.

Dados Botânicos

Nome CientíficoSchefflera arboricola (Hayata) Merr.;

Sin.Heptapleurum arboricola Hayata;

Nome popular: Cheflera-pequena;

Família: Araliaceae;

Ocorrência : Taiwan;

Ciclo de vida: Perene;

Luminosidade: Meia-sombra e sombra;

Irrigação: Pouco exigente;

Clima: Tropical e subtropical;

Floração: Ano todo.

Dificuldade: Baixa.

Frequentemente utilizada para formação de maciços ou mesmo como cerca viva, a Schefflera arboricola (Hayata) Merr., ou cheflera-pequena, é um arbusto semilenhoso que pode atingir até 6 metros de altura. As folhas são compostas e palmadas, normalmente verdes em ambiente mais bem iluminados e variegadas (com tonalidade creme) a meia-sombra e sombra. A inflorescência são terminais, constituindo pequenos cachos de coloração branco-creme. Não constituem atrativo ornamental, embora a frutificação por atrair passarinhos, seja bastante apreciada.

A cheflera-pequena foi e segue sendo muito popular devido a dois fatores: a delicadeza de suas formação foliar, diminuta em relação a outras chefleras, como a Schefflera actinophylla (Endl.) Harms.; e pela rápido crescimento, que leva o pequeno arbusto a se tornar um maciço vigoroso em poucos anos. Com efeito, essa planta, além do uso externo, popularizou-se no cultivo em vasos devido ao primeiro aspecto. Com relação ao segundo, trata-se de uma opção relativamente barata para quem quer formar uma cerca viva, ou maciços ao longo de muros, se depreender esforços, ou investir grandes quantias.

Essas qualidades, no entanto, escondem problemas aparentemente tão delicado quanto suas flores. Ocorre que a formação radicular dessa planta, quando adulta, é quase tão danosa quanto a de um Ficus, podendo, inclusive, danificar edificações e calçadas.

Por outro lado, devido ao clima úmido da maior parte de nosso litoral, ela costuma formar raízes aéreas e pode, inclusive, assumir comportamento hemi-epífito – quer dizer, como a figueira-mata-pau pode nascer sobre telhados e árvores, vivendo aí como uma epífita, até que suas raízes atinjam o solo. Essas características tornam-na bastante interessante para quem tem o bonsai como hobbie. Com um pouco de prática e reunindo as condições ideais de cultivo, é possível obter resultados muito bonitos utilizando-se a cheflera. Veja mais abaixo nas seções “Cuidados básicos e Adubação” e em “Arte Botânica”, dicas e imagens de bonsais com essa planta.

Quando isso ocorre, ela torna-se um transtorno para a árvore hospedeira, que terá de lutar pelas mesmas parcelas de luz e nutrientes do solo que a cheflera e, por outro lado, pode comprometer a estrutura do telhado que a abriga. 

Trata-se, portanto, de uma planta com alto potencial invasivo, cujo uso mais recomendado é em vasos, contendo-se sempre a formação das inflorescências.

  

Cuidados básicos e adubação

Schefflera arboricola (Hayata) Mer. cresce melhor a meia-sombra ou sombra total. O solo deve ser rico em matéria orgânica e bem drenado. Adaptada ao litoral brasileiro, é uma planta de fácil cultivo e que, em certos lugares, pode-se tornar invasiva e bastante inconveniente com o tempo. Por ser também tolerante a poda, tem sido muito utilizada para a prática do bonsai, recentemente.

Embora não seja considerada adequada em muitos aspectos para esse tipo de cultura, principalmente em função de sua formação lenhosa ser relativamente frágil, e de coloração algo opaca demais, a cheflera ganhou o gosto de colecionadores e hobbistas devido a sua capacidade de formar raízes aéreas. Além disso, seu sistema radicular, que se desenvolve preferencialmente na superfície do substrato, possibilitam a utilização de rochas e, por isso, podem tornar o bonsai mais atrativo. 

O site MelloBonsai recomenda essa planta para iniciantes, devido a sua tolerância às condições de umidade. A Schefflera arboricola tolera curtos períodos de seca, desde que o solo não seque completamente. Segundo o mesmo site, para estimular o aparecimento de raízes aéreas, deve-se fazer a poda das hastes.

Schefflera arboricola no paisagismo 

É normalmente utilizada para compor maciços e renques, associada ou não a outras plantas. Também é comum vê-la ao lado de muros e até ornamentando laterais da edificação, ou próximo a piscina. Trata-se, no entanto, de uso altamente contra-indicado em função da força e complexidade do sistema radicular, que pode prejudicar, a médio e longo prazos, as edificações. 


Arte Botânica


Referências e links interessantes

Cultivando.com.br

Royal Horticulture Society

Plantas Ornamentais no Brasil livro de Hari Lorenzi e Hermes Moreira de Souza. Clique no link para ir a livraria cultura.

http://www.jimsmithbonsai.com

http://www.fukubonsai.com

About Frederico Teixeira Gorski

Frederico Teixeira Gorski é bacharel em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Estudou Teatro na Universidade Estadual de Santa Catarina e iniciou seus estudos em paisagismo com a professora Jane Pilotto, no curso Paisagismo Ecológico. Desde a Psicologia, interessou-se pelo estudo do Espaço Urbano. Em 2011, criou a primeira versão do Jardim de Calatéia como blog, com a intenção de transformá-lo em um portal que reunisse artigos que abrangessem desde a Arquitetura Paisagística, até o estudo botânico, passando pelas artes visuais.