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O Jardim da Diáspora, por atelier le balto

Jardim da Diáspora, atelier le balto

Jardim da Diáspora, do atelier le balto, uma proposta de jardim pedagógico.

 

Há algum tempo, coloquei na pauta do Jardim de Calatéia produzir um texto mais abrangente sobre o trabalho do grupo de paisagistas/artistas do atelier le balto. O tema, no entanto, demanda mais tempo do que pude dedicar a ele até agora e, por isso, o projeto permaneceu sendo adiado. Também por isso, esse texto sobre o Jardim da Diáspora foi sendo protelado, já que ele deveria integrar uma série de artigos sobre o grupo. 

Uma vez que esse trabalho não surge nunca no horizonte, resolvi trazer a obra do título ao leitor deste Jardim de Calatéia. O texto explicativo, abaixo, é uma tradução livre do que se encontra no site do grupo:

“Aqui no átrio da Academia, as plantas prosperam em um ambiente não habitual: sem contato direto com a terra, pouca luz natural e irrigação artificial. Selecionadas de diferentes zonas climáticas, as plantas têm de se fixar longe de seu lar de origem sob diferentes condições climáticas e se adaptar ao novo ambiente. Elas vivem espalhadas pelo mundo, numa Diáspora. Muitas dessas plantas têm ligação direta com a vida judaica. Algumas, por exemplo, carregam o nome de judeus; outras desempenham um papel em feriados judaicos. E alguns nomes populares para elas se referem a sentimentos anti-judaicos. As plantas são colocadas sobre quatro plataformas metálicas, divididas em quatro temáticas: Cultura, Natureza, Paisagem e Academia. Elas podem ser vistas em quatro estágios de desenvolvimentos: germinação, enraizamento, crescimento e propagação. O jardim é desenhado para a mudança contínua, os canteiros variáveis permitem a emergência de novas formações e tópicos. O Jardim da Diáspora é uma escultura paisagística que serve como um teste para novos conceitos educativos com classes escolares e permite ao visitante uma maneira pouco usual de descobrir o passado e o presente judeu.”

Após o texto original, as fotos.

Here, in the atrium of the Academy, plants thrive in an unusual environment – with no direct contact to the earth, little natural light, and artificial irrigation. Selected from different climate zones, the plants have to hold their ground far from their original homes in different climatic conditions, and adapt to their new environment. They live scattered across the world, in the Diaspora. Most of these plants have a special connection to Jewish life. Some, for example, bear the names of Jewish people, others play a role in the Jewish holidays. And some of the plants’ folkloric names refer to anti-Jewish sentiments. The plants are placed on four steel plateaus, divided into four themes: “Culture,” “Nature,” “Landscape,” and “Academy.” They can be seen in various stages of development – germinating, taking root, growing, and withering. The garden is designed for continuous change; the variable beds allow for the emergence of new constellations and topics. The Diaspora Garden is a landscape sculpture that serves as a testing ground for new educational concepts with school classes and provides visitors with an unusual way of discovering the Jewish past and present.

 

About Frederico Teixeira Gorski

Frederico Teixeira Gorski é bacharel em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Estudou Teatro na Universidade Estadual de Santa Catarina e iniciou seus estudos em paisagismo com a professora Jane Pilotto, no curso Paisagismo Ecológico. Desde a Psicologia, interessou-se pelo estudo do Espaço Urbano. Em 2011, criou a primeira versão do Jardim de Calatéia como blog, com a intenção de transformá-lo em um portal que reunisse artigos que abrangessem desde a Arquitetura Paisagística, até o estudo botânico, passando pelas artes visuais.