Heliconia angusta, heliconia vermelha

Publicado em 1 agosto, 2012 e atualizado em 17 agosto, 2012. por em Plantas Ornamentais Tags, , , ,
Dados botânicos

heliconia anguta | Jardim de CalatéiaNome CientíficoHeliconia angusta Vell.; Nome popular: Heliconia vermelha; Família: Heliconiaceae.

Ocorrência: Mata atlântica sul.

Ciclo de vida: Perene; Luminosidade: Meia-sombra (iluminação indireta); Irrigação: rega frequente; Temperatura: tolera baixas temperaturas. Floração: Inverno. Agente polinizador: beija flor.

Dificuldade: Baixa.

 

 

 

 

 


 A Heliconia angusta, também conhecida como helicônia vermelha, ou ainda falsa ave-do-paraíso, é originária da mata atlântica do sul do Brasil, sendo bastante freqüente em Florianópolis. Trata-se de uma herbácea entouceirada, com folhas laminares, recurvadas e com tonalidade verde escura. A inflorescência em forma de barco apresenta brácteas vermelhas e flores brancas. Ideal para o cultivo como planta isolada ou em renques, é também muito utilizada como flor de corte.

  Em seu habitat natural, ocorre em floresta densa, populando as baixadas por onde passa o curso das águas da chuva. É, portanto, uma planta que necessita de solo úmido, bem fértil e bem drenado, com iluminação indireta. A multiplicação é feita por divisão de touceiras.

 

CuriosidadesPragas e doençasCultivo e Reprodução
Sem informações. 
Pragas comuns em outras espécies, como cochonilhas, pulgões etc. quase não ocorrem nas heliconias. O mais comum, é a ocorrência de nematóides. Nesse caso, é necessário ter cuidado na preparação do solo. A EMBRAPA recomenda os seguintes cuidados para prevenir a ocorrência dessa praga:

  • Limpar os reservatórios de água e evitar a contaminação dos canais de irrigação; para isso, evitar a lavação de raízes infectadas em recipientes ou canais de onde a água é utilizada para irrigação da área de cultivo.
  • Usar mudas produzidas em substratos esterilizados. O substrato para produção de mudas deve ser pasteurizado (70º – 30 min) ou tratado com brometo de metila com auxílio de cobertura de lona de plástico. No mercado já existem substratos devidamente esterilizados.
  • Usar sementes e mudas de boa qualidade para o plantio. Materiais de propagação vegetativa, como filhotes de mandioquinha-salsa e estacas de batata-doce, devem ser selecionados, limpos e esterilizados superficialmente com hipoclorito de sódio a 1%.
  • Lavar máquinas e implementos agrícolas, principalmente após o trabalho em áreas infestadas;
  • Evitar acesso de pessoas e animais domésticos em áreas infestadas.
  • Evitar plantios consecutivos com culturas suscetíveis. Isto aumenta a população de nematóides, o que compromete a cultura subsequente.
  • Fazer rotação de culturas com gramíneas como milho e sorgo, ou com plantas armadilhas como crotalária, mucuna e estilosantes, para reduzir a população de nematóides no solo.
  • Utilizar cultivares resistentes, quando disponíveis.
  • Expor as camadas internas de solo à radiação solar nas horas mais quentes do dia, com o uso de sub-solador, arado ou grade, para matar os nematóides por desidratação.
Para o cultivo, recomenda-se solo fértil, drenável e mantido umido. Lembre-se que as helicônias, como as bananeiras, necessitam de muita água. São plantas que vão muito bem na encosta de morros, porque se aproveitam do curso das águas da chuva para sobreviver. Quanto a reprodução, pode ser facilmente obtida por separação de touceiras e por sementes. As hates que já floresceram devem ser cortadas para evitar adensamento do rizoma.

Arte Botânica

Falsa ave-do-paraíso |Jardim de Calatéia

J.S. Henslow e B. Maund. The Botanist. (1838)

Heliconia vermelha | Jardim de Calatéia

Louis Van Houtte, Flores des serres e des jardins de l’Europe (1849)


Referências

Plant Illustrations
Embrapa
Plantas ornamentais no Brasil

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Frederico Teixeira Gorski é bacharel em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Estudou Teatro na Universidade Estadual de Santa Catarina e iniciou seus estudos em paisagismo com a professora Jane Pilotto, no curso Paisagismo Ecológico. Desde a Psicologia, interessou-se pelo estudo do Espaço Urbano. Em 2011, criou a primeira versão do Jardim de Calatéia como blog, com a intenção de transformá-lo em um portal que reunisse artigos que abrangessem desde a Arquitetura Paisagística, até o estudo botânico, passando pelas artes visuais.


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