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5 plantas que florescem no outono

Com o início do outono, as atividades no jardim diminuem. A maioria das plantas começa a entrar em fase vegetativa, isso é, tornam-se menos exuberante, diminuem suas atividades metabólicas e, consequentemente, desenvolvem-se e multiplicam-se menos. Sinal de que, sentindo a diminuição dos dias e a chegada, mesmo que lenta, do frio, preparam-se para o inverno. Essa diminuição das atividades vitais, que decorre da mudança na intensidade da luz, a diminuição dos dias etc. é que resulta, em algumas árvores, na mudança de coloração de suas folhas e perda gradativa das mesmas.

O imaginário popular se acostumou com a imagem do outono como uma estação de cores quentes, em que o vermelho e o amarelo se sobressaem. Imagem essa que decorre menos em função do que acontece de fato em nosso país, do que por pelo que estamos acostumados a ver em fotografias e filmes que retratam o passar das estações no hemisfério norte.

No Brasil, as mudanças climáticas são menos bruscas, mesmo no sul, onde as estações são mais bem definidas. Temos, é claro, um número expressivo de espécies caducifolias (árvores que perdem suas folhas), mas em sua maioria, elas o fazem próximo ou no inverno, e a perda de suas folhas é gradativa. 

De toda forma, para nós, o outono é uma estação que raramente é lembrada pelas flores. E, não obstante, há um bom número de espécies que podem ser cultivadas, muitas nativas, e cuja floração pode alegrar os jardins agora que o primeiro vento frio vem, timidamente, bater a nossas portas.

Selecionei aqui 5 espécies, que são minhas favoritas. Entre elas, uma cactácea, uma arbustiva de médio porte, uma árvore e duas orquídeas. Veja abaixo quais são:

Schlumbergera truncata, flor-de-maio

Flor de Maio, schlumbergera truncata

Detalhe da flor. A flor-de-maio, cactácea de mata-atlântica, de fácil cultivo e muito ornamental.

O leitor, provavelmente, deve ter se lembrado dela enquanto lia a introdução. Essa cactácea de mata atlântica é, certamente, uma das favoritas do público nessa época do ano. Ideal para pequenos espaços e ambientes internos, floresce em maio e, claro, pode ser uma boa dica de presente de dia-das-mães.

Cordyline terminalis, dracena-vermelha

laxmaniaceae, dracena vermelha, cordyline terminalis

Da família Lamiaceae, a mesma do manjericão, a Dracena vermelha é a única cultivada no Brasil exclusivamente para uso ornamental.

Espécie asiática, bem adaptada ao nosso clima, a dracena vermelha, embora não tenha flores tão chamativas quanto outras espécies, tem na coloração das suas folhas a intensidade necessária para dar ao jardim um colorido mais, digamos, outonal.

Tibouchina granulosa, quaresmeira

plantas que florescem no outono

Quarsemeira-roxa. Foto de Mauro Guanardi, via Flickr.

Se bem a florada não seja exclusiva do outono, a quaresmeira entra no nosso imaginário como tal, pois é nessa estação que ela ocorre com maior intensidade. É nativa de nossa floresta semidecídua.

Bulbophyllum medusae

plantas que florescem no outono

Dica do Luis Renato, do Orquidário Faísca, desde que vi essa orquídea numa postagem dele, está na lista de desejos.

Embora a longevidade das flores não seja o seu forte (duram apenas 10 dias), essa orquídea é uma das mais exuberantes que existem. É ideal para ambiente úmidos e com luminosidade média. Ocorre naturalmente na Tailândia, Malásia, Sumatra e Bornéu.

Laelia anceps

plantas que florescem no outono

Laelia anceps, orquídea mexicana que ocorre em região de clima semelhante ao do sul do Brasil.

O fim do verão coincidiu, aqui em casa, com o surgimento da primeira haste floral dessa orquídea desde que a trouxe, já florida, no ano passado. As flores devem surgir somente ao final do outono e, por isso, o tempo de espera será longo. Mas, pelo menos, muito bem recompensado, porque a haste deve ser longa e bem florida!

E você, tem alguma dica de flores para o outono?

About Frederico Teixeira Gorski

Frederico Teixeira Gorski é bacharel em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Estudou Teatro na Universidade Estadual de Santa Catarina e iniciou seus estudos em paisagismo com a professora Jane Pilotto, no curso Paisagismo Ecológico. Desde a Psicologia, interessou-se pelo estudo do Espaço Urbano. Em 2011, criou a primeira versão do Jardim de Calatéia como blog, com a intenção de transformá-lo em um portal que reunisse artigos que abrangessem desde a Arquitetura Paisagística, até o estudo botânico, passando pelas artes visuais.
  • Luis Renato

    Se tivesse me perguntado depois de eu ter ido na exposição eu teria pelo menos umas 100 opções heheheheheh